Olá Pessoal!
Obrigada pelos e-mails sobre a inauguração do blog e aos compartilhamentos no Facebook.Valeu!
Muita gente me pediu para contar sobre a viagem que me deu a oportunidade de começar minha carreira de English Teacher como contei no post anterior. Então hoje escreverei sobre meu primeiro mochilão de 90 dias pelo mundo e como o inglês me ajudou nessa incrível aventura.
Saí do Brasil com destino à Bruxelas, capital da Bélgica para encontrar minha querida amiga Inge. Lembro da emoção ao olhar pela janela do avião enquanto ele pousava. Era tudo tão verde, tão bonito e eu mal podia esperar para ver minha querida amiga. Ela estava me aguardando no aeroporto com sua irmã Riet e uma caixa com um monte de presentinhos e o maior toblerone que já vi na minha vida!
Fomos direto para o Grote Markt que é uma praça linda com arquitetura impressionante. Pedimos uma cerveja belga entre as várias opções do menú (na Bélgica há mais de 1.500 tipos de cerveja, a minha favorita era de framboesa, para saber mais sobre as cervejas belgas clique aqui) . Foi um encontro emocionante porém rápido pois eu já estava com a passagem de trem comprada para ir à Amsterdam encontrar meu namorado holandês.
No trem fui comendo a barra de toblerone e ouvindo um cd do Paulinho Moska que eu havia levado. Enquanto olhava pela janela do trem mal podia acreditar que estava realizando meu sonho. E quando o trem chegou na Amsterdam Centraal Station lá estava ele!
A partir daí foi tudo como um conto de fadas: passeios de bicicleta pelos parques, uma noite à beira de um lago tomando vinho e fazendo brindes, dias na Universidade de Amsterdam comendo batatas fritas com maionese enquanto esperava meu namorado sair da aula, day parties na praia Bloemendaal, barzinhos à noite, Paradiso, Melkweg e alguns dias encantados na pequena vila onde a família dele mora.
Aproveitei uma folguinha para visitar um amigo intercambista que havia conhecido no Brasil, o Malte. Ele morava em Leiden e fiquei lá uma semana na casa da família dele. Os pais dele eram muito fofos e viramos grandes amigos. Conheci o irmão do Malte, o Freik, e ele me avisou que dali há 3 meses iria para o Brasil de navio com o melhor amigo dele. Combinamos que eu iria buscá-los no porto de Santos e eles passariam o Natal com minha família. Acho que essa é uma das melhores partes de viajar e fazer amizades. Há uma troca de hospitalidade, um prazer em compartilhar, em passar o tempo juntos mostrando o lugar, conversar sobre o país, a cultura....É nessa hora que falar inglês torna-se tão importante! Não precisa falar perfeitamente mas o suficiente para conversar sobre as diferenças culturais, representar o Brasil, explicar como são as coisas aqui, a comida, o clima, etc. Se seu inglês não é perfeito mas já consegue se virar minha dica é: jogue-se no mundo!
Nenhum curso de inglês no exterior irá lhe proporcionar a experiência gratificante de se virar sozinho, andar pelas ruas com um mapa na mão, desbravar novos caminhos, pedir informações e principalmente interagir com os nativos. Deixe a timidez de lado e faça amizades com os locais. Eu recebi muitos convites para ir em festas, teatro, barzinhos e além de divertido eram ótimas oportunidades para praticar inglês.
Saí da Holanda com o coração apertado, pois tudo havia sido mais que perfeito porém havia prometido à Inge que retornaria à Bélgica para conhecer sua família. Mas essa aventura fica para o próximo post!
Kátia Jucá é fundadora da www.teacherexpress.com.br
terça-feira, 13 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Como comecei minha carreira de English Teacher
Era 1994, eu estava no último ano do Colégio Marista, meus
pais me pressionavam sobre o vestibular mas eu queria conhecer o mundo. Enquanto
minha irmã estudava com afinco para o vestibular de Medicina e usava blusinhas
do Mickey eu usava calças jeans rasgadas e blusas de bandas de punk rock e
heavy metal. Eu vivia rodeada de amigos
intercambistas: islandeses, noruegueses, americanos, belgas, holandeses... era
muito divertido, falávamos sobre as diferenças culturais, ganhava presentes e
cartas do mundo todo (naquela época não existia internet!). Eu estava
completamente apaixonada pelo meu namorado holandês e uma das minhas melhores
amigas era belga e vivia me convidando para ir visitá-la. Eu tinha 17 anos e
achava que havia um futuro brilhante pela frente e que só dependia de mim criar
meu destino e lutar pelos meus sonhos. Eu era rebelde, anarquista politizada e
baterista de uma banda punk rock. Ou seja, achava que nada nem ninguém poderia
me deter!
Eu tinha várias paixões: tocar bateria, ouvir música e
estudar inglês. Chegava da escola e ficava horas no meu quarto fazendo os
exercícios do livro “English Grammar in Use” do Murphy, para mim era como jogar video game, a cada
acerto eu vibrava, a cada erro eu investigava para saber porquê. Mas não era só
isso, eu colecionava LPs e gostava de traduzir as letras das músicas, ensaiava
a pronúncia até ficar igualzinha do cantor, na fase da descoberta do inglês
britânico ouvia The Smiths sem parar prestando atenção na pronúncia do Morrissey
e para praticar a escrita trocava cartas com punks anarquistas da Inglaterra ,
com uma garota francesa, minha “pen-friend” (isso ainda existe? rsrsr) com quem
troquei cartas dos 14 aos 19 anos, além claro dos meus amigos intercambistas.
Aliás com eles desenvolvi a fluência através dos dias maravilhosos na praia no
Guarujá, em Santos e nas festas e barzinhos à noite. Aprender inglês para mim sempre foi uma grande
diversão, um hobby e talvez por isso eu sempre tirava 10 nas provas.
Quando contei para meu pais sobre meus planos de viajar pelo
mundo eles riram da minha cara e foram logo dizendo que não iriam patrocinar
aquela aventura. Indignada eu disse que arranjaria um emprego e iria pagar a
viagem sozinha. Me tranquei no meu quarto e comecei a arquitetar meu plano,
afinal eu tinha um trunfo: o inglês.
Sim, essa foi a primeira lição que aprendi. Suas paixões são
seus maiores aliados!
Fiz meu primeiro currículo em papel cor de rosa colando
todos os cursos de inglês que tinha feito e mencionei o Certificado da Universidade de Cambridge
e com a cara e a coragem entreguei em 3 escolas de idiomas perto da minha casa.
No dia seguinte a surpresa: as três me ligaram convidando para uma entrevista!
Após a comemoração veio o pânico: O que vou vestir? Não posso ir vestida de
punk!!!!
Foi aí que meus pais mudaram de atitude. Quando viram que eu
estava determinada e que estava disposta a trabalhar para realizar meu sonho
resolveram me apoiar. Minha mãe me levou ao shopping e meu ajudou a escolher
uma “roupa de trabalho” rsrsrs
No dia seguinte fui nas entrevistas e cheguei em casa com a
grande notícia: passei nas 3!!! Comecei a trabalhar das 8:00 às 12:00 na
primeira escola, das 14:00 às 18:00 na segunda e das 19:00 às 22:00 na
terceira. Aos sábados dava aulas das 8:00 às 18:00 e antes que percebesse
estava completamente apaixonada por ensinar inglês: meus alunos eram o máximo e o progresso deles
era visível, me enchiam de orgulho.
O tempo passou voando e 9 meses depois eu estava embarcando
para Europa, minha primeira aventura: 90 dias na Holanda, Bélgica, França e
Alemanha. Mas essa é outra estória!
Kátia Jucá é fundadora da www.teacherexpress.com.br
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